quarta-feira, 3 de março de 2010

Sai pra lá, cafajeste!

Ele não é bonito. Charmoso, talvez... não, pensando bem, definitivamente, ele não tem nada no físico que possa atrair uma mulher. Mas ele sempre “pega” mulheres lindas. E o pior: elas se arrastam por ele depois e ele nem bola...

Conhecem esse tipo? O tipo bom do chalalá que vem com um papinho doce e tasca qualquer uma?


A tática é muito simples: ele diz que você é linda, que gostou de você ou até que está apaixonado. (Isso depois de te conhecer apenas há alguns minutos). No início, a maioria das mulheres resiste. Mas chega um ponto que aquilo parece poesia e que o cara vira um príncipe. Tá: a gente cai na rede. E é nesse momento que o cafajeste perde o interesse por você... Dá uns beijinhos ou até estende para o finalmente... mas pode ter certeza que uma segunda vez será difícil. E o pior: a essa altura a gente já acreditou em todas as asneiras que ele disse a achamos realmente que ele nos ama.


Mas depois de muito levar na cabeça nesses meus 20 e poucos aninhos, eu finalmente reconheci um desses cafajestes de longe. E consegui ficar imune a toda aquela sedução. Bom, vamos começar pelo começo então: estava na casa de um amigo em São Paulo quando um amigo dele chega. No início, ele não me deu nem “Oi” direito, mas depois sei lá o que ele viu que começou a ser mais e mais simpático. Ai eu já estava estranhando.


Tive a certeza de que aquilo não cheirava bem quando começamos a conversar (meu amigo, a namorada dele e esse amigo cafajeste) sobre relacionamentos. Logo vi que o cara “parecia ter todas”. Ai entendi: ele é que não ia querer perder uma gauchinha dando sopa ali, ou seja, eu. Na hora que combinamos de sair, o cafajeste ligou para a peguete atual dele e inventou qualquer desculpa pra dizer que não poderia sair com ela... E nisso, ele já me paquerava muito.


Na festa, eu queria mesmo era curtir, conhecer paulistanos não cafajestes. Mas o tal cafajeste não me largou... começou a me abraçar, a me alisar, tudo isso dizendo que era “amizade”, que eu era fofa, querida e tal. Claro que eu resisti firme e forte. Ai de tanto em tanto tempo, ele ficava “brabo”com a minha indiferença e ia passear e “caçar” pela festa. Mas parece que aquele dia ele tinha perdido seu charme: sempre voltava sozinha e cada vez com mais palavras pra me conquistar. “Gostei muito de você, sabia?” “Nossa, como você é linda.” “Bla, bla, bla”.


Em pensar que no passado eu já teria caído nesse papinho muitas horas antes... Mas desta vez, depois de ter identificado a pinta, estava resistindo como nunca. Pensei: “agora eu me vingo por todos os cafajestes do mundo e vou deixar essa cara louco!”. Ou seja, eu até que dava umas esperancinhas pra ele.


Outra característica deste tipo de homem: eles não sabem perder. Não estão acostumados com isso. E quanto mais a gente esnoba, mais loucos eles ficam. O menino amanheceu tentando ficar comigo. Só tentando, porque contra “homos cafajestus” eu já estou bem vacinada.


E aí, meninas, conhecem esse tipo? Ainda caem na ladainha deles? Isso tem que mudar!!!


By Vanilla

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