sábado, 6 de março de 2010

Sera que ele é?

Tenho certeza que essa pergunta já passou pela sua cabeça... A gente sempre conhece alguém, ou tem um amigo com um jeitinho diferente ou já ouviu falar de alguma história estranha que envolvesse a dúvida: será que ele é gay?

Infelizemente, já me perguntei isso algumas vezes... e o pior: a maioria das vezes não foram sobre amigos, conhecidos ou desconhecidos, mas sim de ficantes meus!

Pois é meninas, antes um cafajeste (como acabei de escrever no post abaixo) do que um gay... juro! Pelo menos com o cafajeste nos sentimos  mulher!

Mas, enfim, vamos ao que interessa... às dúvidas, à história, às conclusões ou não que eu tirei de tudo que passou comigo.

Conheci o menino através de uma amiga (muito amiga) em comum há muito tempo, uns 7 anos. Nesta época, ficamos duas vezes. Eu tinha gostado do menino e a gente parecia se dar bem, se divertia bastante toda vez que essa galera da minha amiga saia junta. Mas de repente, o menino não quis mais. Achei estranho, mas tive que aceitar.

O tempo passou, nos reencontramos algumas vezes pela rua e sempre tivemos uma afinidade ótima; papo nunca faltou. Passa mais um tempo: com um outro amigo, também em comum (e que eu não sabia), coincidentemente, conversamos sobre ele e este meu amigo, que é gay assumido, afirma: Fulaninho é GAY. Não foi uma discussão, não. Foi meu amigo que disse assim que foi pronunciado o nome do Fulaninho. Na hora, tudo fez sentido: " ta aí porque ele não quis mais ficar comigo, só podia ser!" (ufa, pensei, uma rejeição a menos pra minha listinha de foras).

Tempo passa mais uma vez. E ano passado, depois de anos sem se ver (ele esteve viajando, eu também) Fulaninho resolve me procurar pelo Facebook, dizer que está na cidade, blá bla blá. Depois de muito enrolar o menino, nos encontramos pra tomar um chimarrão (programa típico das gaúchas escritoras deste blog). E não ficamos só num chimarrão: tinha tanto assunto pra por em dia e ele estava tão animado com a minha companhia que nos encontramos muitas outras vezes.
Por um momento, pensei que ele estivesse interessado... mas aí lembrei: "ele já me deu um fora... jura!" Depois, as poucas vezes que eu tinha tentado tocar no assunto de homossexualidade, ele nunca se mostrava confortável falando. Pra completar: eu não sabia de nenhuma namorada no passado dele, o que com 24 anos, é de se estranhar... po, nem uma namoradinha?

Mas enfim, o tempo passa (nossa, como o tempo passa nessa historia hein?) e cada vez mais próximos e amiguinhos e eu numa carência braba, acabo aceitando em sair com ele. Não deu outra: ficamos!

O ínicio foi como qualquer outro início. Apaixonadinho, mensagensinhas no celular, barzinho à noite, blá blá blá. Só estranhava um pouco de falta de "pegada", atitude mesmo dele (tipo, me dar um beijo de repente, sei lá).

Mas como a história está ficando muito comprida, vamos lá resumir: depois do ótimo ínicio, as coisas só degringolaram... Ele apareceu com uma data marcada pra viajar pra fora do país e por muito tempo, ou seja, muito provavelmente seria o fim. E ao invés de aproveitarmos os últimos segundos, as atitudes dele pareciam cada vez mais estranhas. Ele parecia muito sensível, sempre com uma história de que tinha que acordar cedo, ou tinha que sair com a mãe ou tinha que arrumar a casa - nada disso parecia mentira, mas não me parecia uma desculpa suficiente pra deixar de estar com alguém que a gente gosta. Chegou ao ponto de ele me levar a uma viagem com os amigos dele e lá me tratar como uma amiga, enquanto na mesma turma tinha dois casais que estavam no maior love.

A história teve o pior fim possível, ele foi viajar e eu fiquei com a dúvida.

Não sei se contando a história ficou claro o porque das minhas dúvidas. Às vezes pode parecer que ele não gostava de mim. Mas essa hípótese eu descarto, porque antes de ficar foram meses e meses de amizade. Ele sempre pareceu gostar da minha companhia... Mas não tanto dos momentos mais de namorico.
Enfim, aqui levanto os principais pontos:

- Ele nunca teve namorada. Nínguem (nem minha amiga, nem colegas da faculdade dele, nem ex-cunhada) sabe de alguma "historinha" dele. (mas virgem acho que ele não era, tá?)
- Ele não se sentia muito à vontade quando falávamos de homossexualidade (falando desse amigo em comum, o gay assumido e ele responde: "ah, ele é gay? não sei... ").
- Ele não se sentia muito à vontade comigo nos momentos mais íntimos.
- Ele não gostava de carinho meu. Uma vez, que eu estava no carro fazendo carinho na perna dele, ele pede "pode tirar? tá quente."
- Ele é muito sensível com a mãe e com assuntos do lar e outras frescuras pra quem tem 24 anos (não pode chegar tarde, etc etc etc).
- Ele me trata como amiga numa viagem quase "romântica" com mais dois casais e dois amigos. Dormimos na mesma cama e no dia seguinte ele acorda sem me dar bom dia (eu estava acordada) entra no banheiro e sai pra fazer qualquer outra coisa fora do quarto. Enquanto isso todos na casa dormiam. (qual era a pressa do zé mané?)
- Ele não gosta de dormir juntinho (tá to de sacanagem, tem muito homem que não gosta... mas ele quase me tirou da cama uma vez!!!).
- Não fui a única a desconfiar.

Bom, meninas, que eu lembre, por enquanto é isso. O que vocês acham??? Ele é, né? Eu já acho que ele é mas não sabe... coitadinho... mas coitada de mim também, né, que carente fui cair nas garras do menino e saí com a autoestima mais baixa ainda... porque homem não tratá-la como uma mulher de verdade... é terrível!!! :(

So, watch out the gays! ;)

By Vanilla

Nenhum comentário:

Postar um comentário